Texto que eu fiz para uma revista. Foi aprovado, era para sair esse mês, mas na hora H, deram para trás. Bunch of pussies. Sai na Interbarney então, sem medo.
“Opa, que e-mail maneiro com imagens engraçadas acaba de chegar em minha Caixa de Entrada! Vou pegar essa imagem aqui, meter um selo do meu blog no canto e publicar! Sabe, como se eu tivesse de fato criado essa foto desse mendigo com um cartaz engraçado em Nova Iorque. Isso, é claro, me torna um humorista de Internet.”
Essa é o humor de Internet no Brasil. Os blogs de humor mais famosos funcionam nesse esquema. Não criam realmente suas coisas engraçadas, não creditam aos seus autores suas coisas engraçadas, e quando criam, cá entre nós, elas não são nem tão engraçadas assim. Tudo não passa duma versão em JPG e YouTube dos momentos mais fracos da Escolinha do Professor Raimundo. Com a desvantagem de não ter a Viviane Araújo apagando o quadro-negro de sainha.
E as tirinhas? Não me deixa começar a falar nas tirinhas de humor espalhadas na Internet. Boa parte adapta piadas velhas ao formato de 3 quadros ou parte para o humor negro forçado – esquecendo um pouco do humor. E sempre – sempre! – vai haver algum personagem negro com pênis grande pronto para transar com alguém desprevenido. Ou então alguém cortando a cabeça de alguém ou morrendo de câncer. Sodomia, violência e câncer são elementos do humor, mas como diria o meme anti-motivacional: “you’re doing it wrong.”
E para cada boa coisa que surge, surgem 99 ruins. Ex: o fake do Vitor Fasano no Twitter. Todo mundo gosta, né? Alguns gostam demais e criam fakes de outras celebridades, que emulando o esquema “vida fabulosa” do Vitor, não trouxeram nada de novo, exceto notícias no Ego, com as celebridades negando o Twitter fake e prometendo fazer um oficial, que acaba até sendo mais engraçado que o fake – mas não pelos motivos corretos, você já deve imaginar. O humor involuntário é o nosso humor. Brasil não é o país dos humoristas. É dos apresentadores de tv reacionários que vão parar no YouTube quando cometem alguma gafe.
Dicas do que não visitar: Kibe Loco, Bobagento, Jacaré Banguela e Dr Pepper.
Dicas do que visitar: Nova Iorque, grande cidade.
Humor: você está fazendo errado
Essa é o humor de Internet no Brasil. Os blogs de humor mais famosos funcionam nesse esquema. Não criam realmente suas coisas engraçadas, não creditam aos seus autores suas coisas engraçadas, e quando criam, cá entre nós, elas não são nem tão engraçadas assim. Tudo não passa duma versão em JPG e YouTube dos momentos mais fracos da Escolinha do Professor Raimundo. Com a desvantagem de não ter a Viviane Araújo apagando o quadro-negro de sainha.
E as tirinhas? Não me deixa começar a falar nas tirinhas de humor espalhadas na Internet. Boa parte adapta piadas velhas ao formato de 3 quadros ou parte para o humor negro forçado – esquecendo um pouco do humor. E sempre – sempre! – vai haver algum personagem negro com pênis grande pronto para transar com alguém desprevenido. Ou então alguém cortando a cabeça de alguém ou morrendo de câncer. Sodomia, violência e câncer são elementos do humor, mas como diria o meme anti-motivacional: “you’re doing it wrong.”
E para cada boa coisa que surge, surgem 99 ruins. Ex: o fake do Vitor Fasano no Twitter. Todo mundo gosta, né? Alguns gostam demais e criam fakes de outras celebridades, que emulando o esquema “vida fabulosa” do Vitor, não trouxeram nada de novo, exceto notícias no Ego, com as celebridades negando o Twitter fake e prometendo fazer um oficial, que acaba até sendo mais engraçado que o fake – mas não pelos motivos corretos, você já deve imaginar. O humor involuntário é o nosso humor. Brasil não é o país dos humoristas. É dos apresentadores de tv reacionários que vão parar no YouTube quando cometem alguma gafe.
Dicas do que não visitar: Kibe Loco, Bobagento, Jacaré Banguela e Dr Pepper.
Dicas do que visitar: Nova Iorque, grande cidade.








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